Como a saída de Marcelo Marques afeta o Inter

A pressão vem das arquibancadas: a torcida colorada exige respostas dentro de campo enquanto acompanha de perto os bastidores do clube. Foto: Ricardo Duarte / Internacional

O receio de ver um projeto de SAF ou de mecenas surgindo do outro lado do estado fez a torcida colorada repensar o futuro do clube. A desistência de Marcelo Marques, no entanto, traz um alívio imediato para o dia a dia do Inter. Mesmo sendo uma eleição no Grêmio, a pressão no Beira-Rio poderia aumentar, gerando instabilidade nos bastidores. Com a decisão, o clube ganha tempo para focar em campo e manter a rotina administrativa sem turbulências externas.

É óbvio que, mais cedo ou mais tarde, o debate sobre a possibilidade de o clube se tornar uma SAF voltará à tona. Até lá, o Inter segue comandando o futebol da mesma forma. As eleições estão previstas apenas para o final de 2026, mas nos bastidores o tema já vem sendo amplamente debatido. Enquanto isso, o ano colorado segue instável, com decepções em campo e pressão constante sobre o departamento de futebol.

A cobrança da torcida é intensa, já que dentro de campo o time não corresponde. A disputa por reforços, em um cenário cada vez mais competitivo com clubes do Rio e de São Paulo, torna a reflexão sobre o futuro do Inter ainda mais séria. Seria desastroso para o clube ver o Grêmio apoiado por um mecenas ou o próprio rival transformando-se em SAF. No momento, a dupla Gre-Nal se encontra atrás e em desvantagem em relação aos demais clubes do país, reforçando a necessidade de planejamento e atenção estratégica.