
Desde o dia 1º de agosto, todos os radares de controle de velocidade instalados nas rodovias federais do Rio Grande do Sul estão fora de operação. A paralisação dos equipamentos foi determinada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que enfrenta dificuldades financeiras para manter os contratos de operação e manutenção em vigor.
A medida atinge rodovias de grande circulação em todo o estado, incluindo a BR-285, no trecho urbano de Passo Fundo, onde a situação já foi verificada por equipes de reportagem. De acordo com o DNIT, a decisão é administrativa e partiu da sede nacional do órgão, em Brasília, que é responsável por gerir os contratos dos equipamentos. As superintendências regionais não têm autonomia orçamentária para manter o serviço funcionando.
“Infelizmente, não cabe a nós. Esses controladores são geridos por Brasília, e a paralisação é consequência da dificuldade financeira enfrentada pelo órgão neste momento”, explicou o supervisor regional do DNIT, Adalberto Jurach.
A suspensão inclui radares fixos, lombadas eletrônicas e outros dispositivos de fiscalização eletrônica de velocidade. Segundo especialistas em segurança no trânsito, a retirada dos equipamentos pode representar um risco imediato à vida, já que o excesso de velocidade é uma das principais causas de acidentes nas rodovias federais. Em muitos trechos, os controladores eram o único meio de fiscalização constante.
Rodovias pedagiadas seguem com radares ativos
A paralisação dos radares atinge apenas as rodovias administradas diretamente pelo DNIT. Já nas rodovias pedagiadas, como a BR-101, BR-386 e freeway, os controladores seguem funcionando normalmente, pois são responsabilidade das concessionárias privadas que operam essas estradas.
Com a suspensão, a fiscalização nas demais rodovias federais passará a ser feita exclusivamente por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), de forma presencial, com uso de radares móveis e recursos próprios da corporação.
Até o momento, não há prazo definido para o restabelecimento dos equipamentos eletrônicos. O DNIT também não informou se novos contratos estão sendo avaliados ou se existe previsão de liberação de recursos para reativar os radares.
A situação reforça o alerta para motoristas que trafegam pelo interior do Estado: mesmo com os radares desligados, os limites de velocidade continuam em vigor e a fiscalização pode ocorrer de forma pontu