Sábado, 20 de julho de 2024

A Amizade Que Abalou o Chefão

Lançado em novembro de 1984 pelo mestre do romance com elementos da máfia. Mário Puzo, o Siciliano troca os laços de lealdade da família, pela aposta em uma amizade verdadeira. Porém, como se depreende do livro, no fim das contas, nem sempre leal. As aventuras de Salvatore “Turi” Giuliano, contam inclusive com a presença do expatriado Michael Corleone.

Mesmo com a presença de um Corleone na trama, o que mais cativa o leitor é a coragem de Turi e de seu bando, notadamente formado por Aspanú, o melhor amigo de Giuliano, o qual por causa do cometimento de crimes, tem de passar muito tempo escondido das autoridades.

Com uma atitude quase canina Aspanú protege o amigo de infância, mas ao fim e ao cabo, para escapar de um fim trágico, talvez sem nem mesmo hesitar, entrega quase que literalmente de bandeja a cabeça de seu irmão de vida, para aqueles que ambos sempre detestaram.

A curiosidade do que leva até a destruição de um elo tão forte é interessante de ser notado. Seria uma rusga almentada pelo tempo? Ou apenas um rompante de desatino que leva até o momento de falta de clareza entre os amigos. Já tive amizades desfeitas repentinamente, claro nada tão vital quanto retratado da trama.

Em tempo, algumas dessas amizades, retomaram com o passar dos anos e atualmente parecem mais fortes do que nunca. No entanto, quando da situação anterior, parecia que a descontrução do laço afetivo, vinha de pequenos dissabores, daqueles os quais mastigamos como se fossem pregos e entregamos adiante como se repassássemos flores. O importante é escrever nas camisetas o que ninguém parece escutar.