Sábado, 20 de julho de 2024

Há 25 anos, o Juventude conquistava a Copa do Brasil

Juventude realizou o maior feito de um time do interior gaúcho em 1999. Foto: Juventude/Divulgação

Felipe chutou, a bola foi desviada e saiu pela linha de fundo, escanteio. O relógio marcava 47 minutos, a bola seria levantada na área do Juventude. Os cem mil botafoguenses que lotavam o Maracanã viam o lance como a última esperança. O goleiro Wagner foi para a área. O cruzamento foi na direção do camisa 1, ele cabeceou pressionado pela defesa gaúcha. A bola sobrou para Bandock, que chutou para fora.

Émerson cobrou o tiro de meta, o Botafogo ainda tentou articular um novo ataque, mas não dava tempo para mais nada. O árbitro Antônio Pereira da Silva apitou. O jogo estava acabado. Cem mil pessoas ficaram caladas no Maracanã. Silêncio é o que não se ouvia em Caxias de Sul na noite daquele 27 de junho de 1999. Há exatos 25 anos, o Juventude conquistava o título de Campeão da Copa do Brasil!

Campeões Brasileiros sucumbiram ao time da Serra Gaúcha

A campanha do time da Serra Gaúcha foi irretocável. Na primeira fase, o adversário foi o Guará. Com um 5×1 em Brasília, não foi necessário jogar no Jaconi. Na etapa seguinte, a primeira camisa pesada a ficar pelo caminho, o Fluminense. A derrota por 3×1 no Rio de Janeiro poderia gerar alguma preocupação. Mas a goleada por 6×0 na volta não deixou dúvida de quem era melhor.

O rival das oitavas de final foi nada menos que o Corinthians de Vanderlei Luxemburgo. Com Gamarra, Vampeta, Marcelinho Carioca, Edílson, entre outros, os paulistas eram os campeões do Brasileirão naquele momento e conquistariam o bi no final do ano. No entanto, na Copa do Brasil, o Timão não foi páreo para o Juventude que venceu por 2×0 em Caxias. Em São Paulo, nova vitória gaúcha, 1×0. “Era o melhor elenco da competição”, lembra Josué Ferreira Filho, ou Índio, zagueiro campeão pelo Juventude.

Na fase seguinte, dois empates em 2×2 com o Bahia levaram a disputa para os pênaltis. Com 100% de aproveitamento nas cobranças e defesa de Émerson, o Juventude garantiu a vaga na semifinal. “Ali acho que foi o que mais trouxe confiança e fez com que a gente acreditasse que tudo era possível”, comenta Maurílio.

No caminho para a final, um duelo caseiro, o Internacional. O 0x0 em Caxias entusiasmou os colorados, que lotaram o Beira-Rio. Mas quem comemorou foi o Juventude. Ainda no primeiro tempo, Marcos Teixeira chutou cruzado e abriu o placar para os visitantes. No segundo tempo, veio o chocolate. Márcio de cabeça ampliou. Mabília chutou de fora da área para fazer o terceiro e, de pênalti, Capone completou o 4×0 para garantir a vaga na decisão.

Fazendo história no Rio de Janeiro

Na final, mais uma grande camisa do futebol brasileiro, o Botafogo de Bebeto no ataque. A primeira partida foi no Alfredo Jaconi. A festa começou com o gol de Fernando e seguiu quando Márcio ampliou, aos 21 minutos do primeiro tempo. Com o regulamento que qualificava o gol fora de casa, o tento de Bebeto, ainda no primeiro tempo poderia assustar. Na etapa complementar, dois sustos: dois gols do Botafogo que foram anulados.

A partida de volta foi no Maracanã. “Lembro que na saída do hotel até o Maracanã as ruas de boa parte de Copacabana estavam completamente lotadas de botafoguenses ai eu lembro que o nosso capitão Flavio disse: vamos fazer historia!”, recorda o zagueiro Índio.

Giovani de Oliveira

Giovani de Oliveira

Sou um cara de Porto Alegre! Colorado, acredito no Jornalismo e no Movimento Escoteiro como ferramentas para deixar o mundo um pouco melhor do que eu encontrei. Gosto de fazer entrevistas e tecer comentários aleatórios sobra a vida, o universo e tudo mais.